Xadrez
Padrão têxtil formado pelo cruzamento perpendicular de faixas coloridas de diferentes larguras e cores, criando uma grade de quadrados que transita com naturalidade entre o rústico e o sofisticado, sendo um dos desenhos mais versáteis e duradouros do guarda-roupa feminino.
Explicação Editorial
O xadrez é um padrão que carrega séculos de história em suas linhas. Ele remete às montanhas da Escócia, aos kilts dos guerreiros, às saias das colegiais e às jaquetas dos lenhadores. Mas também aparece nos desfiles de alta-costura, nos blazers de alfaiataria impecável e nos vestidos fluidos que dançam ao vento. Essa capacidade de pertencer a tantos mundos ao mesmo tempo é o que torna o xadrez tão fascinante. Ele não é apenas um desenho: é uma linguagem visual que pode ser rústica ou refinada, rebelde ou conservadora, dependendo de como você a usa.
Muitas mulheres olham para uma peça xadrez com um misto de atração e receio. Atração pela riqueza gráfica, pelo charme clássico, pela textura visual que o padrão oferece. Receio de parecer antiquada, de remeter a um uniforme ou de não saber combinar. A boa notícia é que o xadrez é muito mais generoso do que parece. Ele aceita infinitas interpretações. Pode ser o ponto focal de um look poderoso ou um detalhe sutil que adiciona profundidade a uma produção neutra. Tudo depende das companhias que você escolhe para ele.
Desenvolver o gosto pelo xadrez é um exercício de sensibilidade e leitura de imagem. Você começa a notar a diferença entre um tartan escocês e um gingham francês, entre um príncipe de Gales e um vichy. Seus olhos aprendem a isolar uma cor do padrão e repeti-la em outro ponto do look, criando uma harmonia que parece ter sido costurada por um estilista. Aos poucos, o xadrez deixa de ser um território desconhecido e se torna um velho amigo do seu guarda-roupa, sempre pronto para te acompanhar com estilo e personalidade.
As raízes do xadrez: de toga romana a símbolo de clãs
O xadrez é um dos padrões mais antigos da civilização. As primeiras referências datam do Império Romano, onde as togas listradas já apresentavam um cruzamento rudimentar de faixas. Mas foi na Escócia medieval que ele encontrou sua verdadeira casa. O tartan, o xadrez escocês, tornou-se o símbolo de identidade dos clãs das Terras Altas. Cada família desenvolvia seu próprio padrão, uma combinação única de cores e larguras de faixas, que funcionava como uma bandeira pessoal. O xadrez era, literalmente, a sua assinatura têxtil.
A história do tartan é marcada por proibições e renascimentos. Após a derrota dos clãs na Batalha de Culloden, em 1746, o governo britânico proibiu o uso do xadrez escocês por décadas, numa tentativa de suprimir a cultura local. Quando a proibição foi revogada, o tartan ressurgiu com força, impulsionado pelo Romantismo e pelo amor da Rainha Vitória pela Escócia. Foi nesse período que os padrões foram catalogados e associados a famílias específicas, criando uma aura de tradição e nobreza que perdura até hoje.
Enquanto isso, outras culturas também desenvolviam seus xadrezes. Na França, o vichy, um xadrez de duas cores em escala pequena, popularizou-se no século XIX. Na Índia, o madras, um xadrez colorido e vibrante, conquistou o mundo. Nos Estados Unidos, o xadrez de lenhador, em vermelho e preto, tornou-se um ícone do vestuário de trabalho e, mais tarde, do estilo casual. O xadrez é, portanto, um padrão universal, que cada cultura adaptou à sua própria estética e necessidade.
A anatomia do xadrez: como as linhas se cruzam no tear
O xadrez não é um padrão aleatório. Ele é construído a partir do cruzamento de faixas de cores diferentes, que podem variar em largura e disposição. Essas faixas podem ser horizontais, verticais ou ambas, e a forma como se cruzam define o tipo de xadrez. No caso do tartan, por exemplo, as faixas são compostas por múltiplas linhas de cores variadas que se entrelaçam em ângulos retos, criando um desenho complexo e simétrico. Já no gingham, o padrão é mais simples, formado por listras de uma única cor que se cruzam sobre um fundo branco, resultando em um aspecto de quadriculado delicado.
A construção do xadrez no tear exige precisão. Os fios de urdume (verticais) e de trama (horizontais) são tingidos em cores diferentes e entrelaçados numa sequência predeterminada. É essa sequência que gera o padrão. Em um xadrez bem feito, as linhas se encontram perfeitamente nas costuras laterais e nos bolsos, sem desalinhamentos. Esse casamento de padrões é um dos principais indicadores de qualidade em uma peça xadrez. Se as linhas não se encontram, é sinal de que o corte foi feito sem o cuidado necessário.
A densidade do tecido também influencia a aparência do xadrez. Em tecidos mais grossos, como a lã e o tweed, o padrão parece mais rústico e encorpado. Em tecidos mais finos, como o algodão e a seda, ele se torna mais delicado e fluido. Um mesmo xadrez pode parecer completamente diferente dependendo da fibra em que é tecido. Por isso, ao escolher uma peça xadrez, toque o tecido e sinta sua textura. Ela é parte essencial da personalidade do padrão.
Os muitos nomes do xadrez e suas personalidades
O universo do xadrez é vasto. O tartan é o escocês, rico em cores e história, associado aos clãs e à tradição. O príncipe de Gales, com seu padrão de pequenos quadrados formados por linhas finas, é o xadrez da alfaiataria elegante e discreta. O vichy, em duas cores, geralmente branco com vermelho ou azul, é o xadrez campestre e romântico dos piqueniques franceses. O gingham é o primo delicado do vichy, com quadrados milimétricos que parecem uma textura à distância.
O xadrez madras, vibrante e multicolorido, é a cara do verão e das roupas casuais. O xadrez de lenhador, em vermelho e preto, é robusto e aconchegante, perfeito para jaquetas e camisas de inverno. Cada tipo de xadrez tem uma personalidade própria, e conhecê-las é como ampliar seu vocabulário de estilo. Você pode escolher um tartan para um evento formal, um vichy para um piquenique, um príncipe de Gales para o trabalho. O xadrez não é um padrão único; é uma família inteira, e cada membro tem algo a oferecer.
A cor do xadrez também define seu uso. Um xadrez preto e branco é o mais versátil e gráfico, combinando com tudo. Um xadrez vermelho e preto é ousado e cheio de atitude. Um xadrez azul e branco é fresco e náutico. Um xadrez em tons terrosos é acolhedor e natural. A paleta cromática do padrão é o que determina se ele será discreto ou chamativo, formal ou casual. Saber ler essas nuances é parte da alfabetização visual que o xadrez proporciona.
Como o xadrez pode alongar ou alargar a silhueta
Como todo padrão geométrico, o xadrez influencia a percepção do corpo. As linhas verticais alongam, as horizontais alargam. Um xadrez com faixas verticais predominantes tende a esticar a silhueta, conduzindo o olhar de cima a baixo. Já um xadrez com faixas horizontais muito marcadas pode achatar a figura, especialmente se a peça for justa. A dica é procurar peças onde as linhas verticais do padrão acompanhem o sentido do corpo, criando uma harmonia que favorece a silhueta.
O tamanho do padrão também importa. Um xadrez muito grande, com quadrados do tamanho de uma palma da mão, chama a atenção e pode ampliar visualmente a área que cobre. Ele é ideal para peças amplas e soltas, como um casaco ou uma capa, onde o volume é parte do design. Já um xadrez pequeno, quase pixelizado, é mais discreto e não interfere tanto na percepção de volume. Para quem está começando a usar xadrez, os padrões menores são um porto seguro.
Outro truque de styling é o corte em viés. Quando o xadrez é cortado a quarenta e cinco graus em relação ao fio do tecido, as linhas retas se transformam em diagonais, criando um movimento que alonga e dinamiza a silhueta. Um vestido de corte enviesado em xadrez é uma peça extremamente elegante e favorecedora, que une o melhor da tradição têxtil com a alta-costura.
O xadrez na alfaiataria: o encontro do rústico com o refinado
O xadrez e a alfaiataria formam uma dupla de sucesso. Um blazer de xadrez, com corte impecável e tecido de qualidade, é uma peça que atravessa temporadas com elegância. Ele pode ser usado com uma calça de alfaiataria para um look profissional, ou com um jeans para um visual casual chique. O xadrez de alfaiataria não é rústico; é sofisticado. Ele demonstra que você entende de moda, que conhece os clássicos e sabe usá-los a seu favor.
O príncipe de Gales é o xadrez da alfaiataria por excelência. Seu padrão discreto, em tons de cinza ou marrom, é sinônimo de bom gosto e elegância contida. Uma calça de alfaiataria nesse xadrez é um curinga do guarda-roupa de trabalho. Já o tartan, em versões mais sóbrias, também pode ser incorporado à alfaiataria com resultados surpreendentes. Um blazer de tartan azul e verde, por exemplo, é uma peça de personalidade que ilumina qualquer produção.
Ao usar xadrez na alfaiataria, a regra é a moderação nos acessórios. O padrão já é o protagonista, então os complementos devem ser discretos. Uma blusa de seda lisa, um sapato de bico fino, um brinco pequeno. Deixe o xadrez falar, e o restante do look apenas o acompanhe em silêncio.
Misturando xadrez com outras estampas e texturas
O xadrez é um ótimo ponto de partida para quem quer se aventurar no mix de estampas. Por ser um padrão geométrico de linhas retas, ele contrasta lindamente com padronagens orgânicas, como florais e animal print. Um blazer xadrez sobre um vestido floral, por exemplo, é uma combinação clássica que funciona porque há um equilíbrio entre a rigidez do xadrez e a fluidez das flores. A dica é manter as cores de ambos os padrões em harmonia, para que o diálogo seja coeso.
Outra mistura interessante é o xadrez com listras. Uma blusa listrada sob um blazer xadrez é um look moderno e descolado. O truque é variar a escala dos padrões: se o xadrez é grande, as listras devem ser finas; se o xadrez é pequeno, as listras podem ser mais largas. Essa variação de escala evita que os padrões compitam entre si e cria uma composição visual dinâmica e equilibrada.
A mistura de diferentes tipos de xadrez também é possível, mas exige um pouco mais de ousadia. Um tartan com um vichy, por exemplo, pode funcionar se as cores forem as mesmas. A regra de ouro é que ambos os padrões compartilhem ao menos uma cor. O olhar se perde quando as cores são completamente distintas; ele se acalma quando encontra um fio condutor que une as peças.
A terceira peça que ancora o xadrez
O xadrez é um padrão que funciona maravilhosamente como terceira peça. Um casaco longo de xadrez, usado aberto sobre um look monocromático preto ou bege, é a definição de elegância urbana. A sobreposição cria uma faixa vertical que alonga a silhueta, enquanto o padrão adiciona o ponto de interesse que transforma o simples em memorável. É uma fórmula prática para os dias em que a criatividade não aflora, mas o estilo é inegociável.
Um colete de xadrez sobre uma camisa branca e uma calça de sarja é um look de trabalho impecável, especialmente no outono. A terceira peça aquece, estrutura e adiciona personalidade sem sobrecarregar. Nos fins de semana, o mesmo colete pode ser usado sobre uma camiseta de algodão e um jeans, provando a versatilidade do xadrez.
Ao escolher uma terceira peça de xadrez, prefira cortes retos e comprimentos que cubram o quadril ou sejam mais longos. Eles criam a linha vertical alongadora e não interrompem a silhueta. O xadrez como terceira peça é um gesto de estilo que demonstra segurança e um gosto apurado. É o toque final de quem entende que a elegância está nos detalhes.
O xadrez e a leitura de imagem que comunica personalidade
O xadrez não é um padrão neutro. Ele fala. Dependendo do tipo, da cor e da combinação, ele pode comunicar tradição, rebeldia, romantismo, rusticidade ou sofisticação. Um tailleur de príncipe de Gales comunica competência e bom gosto. Uma camisa de lenhador vermelha e preta comunica despojamento e atitude. Um vestido de vichy azul e branco comunica frescor e feminilidade. O xadrez é uma ferramenta de comunicação não verbal que você pode usar a seu favor.
Ao se vestir com xadrez, pergunte-se qual mensagem você quer enviar. Para uma reunião de negócios, um xadrez discreto e de cores escuras projeta seriedade. Para um encontro casual, um xadrez colorido e alegre projeta simpatia. Para um evento noturno, um xadrez em seda ou com brilho projeta ousadia. A mesma lógica se aplica à maquiagem e aos cabelos: um batom vermelho com um xadrez preto e branco é icônico; uma maquiagem nude suaviza o visual.
A leitura de imagem do xadrez é rica em camadas, e a mulher que o domina tem em mãos um poderoso instrumento de estilo. Ela pode ser muitas coisas ao mesmo tempo, e o xadrez, com sua versatilidade ancestral, é o parceiro ideal para essa dança de identidades.
Erros que podem sabotar a elegância do xadrez
O erro mais comum é usar um xadrez com modelagem antiquada. Blazers com ombreiras exageradas, saias de comprimentos equivocados, calças com caimento ruim: todos esses elementos podem envelhecer o padrão e te fazer parecer deslocada. O xadrez pede cortes atuais, que respeitem a anatomia do corpo e tenham um cair moderno. Se a modelagem for boa, o xadrez se atualiza automaticamente.
Outro deslize é exagerar nos acessórios. Um colar muito grande, brincos longos e um cinto chamativo podem competir com o padrão e criar uma confusão visual. O xadrez já é rico em informação; os acessórios devem ser a moldura, não a obra. Um fio de pérolas, um relógio clássico, uma bolsa de couro liso: são companhias suficientes para deixar o xadrez brilhar.
Evite também o xadrez de baixa qualidade, cujo padrão não se alinha nas costuras. Um bom xadrez é aquele em que as linhas se encontram perfeitamente nas laterais, nos bolsos e nas lapelas. Se o padrão estiver desalinhado, a peça parecerá barata e descuidada. Observe as costuras antes de comprar. O alinhamento do xadrez é um dos principais indicadores de qualidade na confecção de uma peça.
Construindo o gosto pelo padrão que nunca sai de cena
Gostar de xadrez é um gosto que se constrói com a exposição e o entendimento. No início, ele pode parecer um padrão difícil, associado a um estilo do qual você quer distância. Mas à medida que você observa suas infinitas variações, experimenta combinações e descobre o poder que uma peça xadrez pode ter, o gosto se solidifica. Você começa a notar a diferença entre um tartan de lã e um gingham de algodão, entre um príncipe de Gales cinza e um madras colorido.
Alimente esse gosto pesquisando referências. Veja como as street stylers de Londres e Tóquio usam xadrez de forma surpreendente. Observe como os estilistas da Comme des Garçons desconstroem o padrão. O xadrez está em toda parte, e quanto mais você se expõe a ele, mais natural ele se torna no seu guarda-roupa.
Com o tempo, você percebe que o xadrez nunca sai de moda. Ele pode estar mais ou menos em evidência nas passarelas, mas sempre haverá um lugar para ele no armário de quem tem estilo. É um padrão que resiste às tendências passageiras porque está enraizado em algo muito mais profundo: a história, a geometria e a beleza das coisas bem-feitas. E essa é a lição mais valiosa que o xadrez pode nos ensinar.
O xadrez no verão e no inverno: adaptando a gramatura
O xadrez é um padrão para o ano inteiro, desde que você escolha o tecido certo. No inverno, a lã é a rainha. Um blazer de lã tartan, um cachecol de lã xadrez, uma saia de tweed com padrão príncipe de Gales: são peças que aquecem e estruturam, perfeitas para camadas e sobreposições. A lã tem um toque acolhedor e uma textura que combina perfeitamente com a rusticidade do padrão.
No verão, o xadrez se torna leve e arejado. Algodão, linho, viscose e seda são os tecidos ideais. Um vestido de algodão vichy, uma camisa de linho xadrez, uma saia de seda tartan: são peças frescas que mantêm o charme do padrão sem pesar. O xadrez de verão costuma ter cores mais claras e alegres, como azul com branco, rosa com creme, verde menta com areia.
A gramatura do tecido também influencia o caimento. Um xadrez de inverno pesado cai reto e estruturado; um xadrez de verão leve balança e se move com o vento. Ao tocar a peça, sinta sua espessura e imagine-a na estação correta. Um xadrez comprado no verão pode não funcionar no inverno, e vice-versa. Comprar com consciência sazonal é parte da inteligência de estilo.
Acessórios de xadrez: o toque sutil que transforma
Se você ainda não se sente confortável com uma peça de roupa inteira em xadrez, os acessórios são o ponto de partida ideal. Um lenço de seda tartan, uma bolsa de tecido xadrez, um par de sapatos com detalhes em xadrez, uma faixa de cabelo vichy: são toques sutis que adicionam o padrão ao look sem dominá-lo. Eles são como um tempero: usados na medida certa, realçam o sabor sem mascará-lo.
Um lenço de xadrez no pescoço ou amarrado na bolsa é um clássico do estilo parisiense. Ele adiciona um ponto de cor e textura a uma produção neutra, e pode ser retirado a qualquer momento. Sapatos de xadrez, como uma sapatilha ou um scarpin, são inesperados e charmosos. Eles funcionam como o ponto focal do look e combinam com uma infinidade de peças lisas.
Ao investir em acessórios de xadrez, procure boas qualidade de tecido e acabamento. Um lenço de seda tartan, por exemplo, é uma peça de herança que dura décadas. Uma bolsa de lona xadrez bem feita é resistente e estilosa. Os acessórios são uma forma de experimentar o padrão sem se comprometer totalmente, e muitas vezes são neles que nos apaixonamos pelo xadrez.
O xadrez que veio do brechó: a beleza do vintage
O xadrez é um dos padrões mais abundantes em brechós e lojas de segunda mão. Blazers de lã dos anos 1990, saias de tweed dos anos 1960, cachecóis de tartan de décadas atrás: são peças que resistiram ao tempo e que, com um pouco de cuidado, podem ser incorporadas ao guarda-roupa contemporâneo. O xadrez vintage tem uma qualidade de tecido e uma autenticidade que muitas vezes as peças novas não têm.
Garimpar xadrez é uma atividade prazerosa e sustentável. Você nunca sabe o que vai encontrar, e a busca é parte da diversão. Ao achar uma peça xadrez antiga, observe o estado do tecido, as costuras e o alinhamento do padrão. Pequenos defeitos podem ser consertados por uma costureira. O xadrez vintage carrega histórias e um charme que nenhuma produção em massa consegue replicar.
Use o xadrez vintage a seu favor. Ele pode ser o ponto de personalidade de um look moderno. Um blazer de tartan dos anos 1980, usado com uma calça de alfaiataria preta e um tênis branco, é uma mistura de épocas que resulta em um visual atual e cheio de atitude. O xadrez não envelhece; ele apenas muda de endereço.
A atitude que transforma o xadrez em presença
O xadrez é um padrão que exige atitude. Ele não é para quem quer passar despercebida. Ele pede uma postura confiante, um olhar firme e um sorriso que diga: "Eu sei o que estou fazendo". Quando você veste xadrez, você está se colocando no centro do palco, e essa energia é contagiante. As pessoas notam, elogiam, perguntam onde você comprou. O xadrez é um quebra-gelo natural, um iniciador de conversas, um cartão de visita do seu estilo.
Essa atitude não precisa ser agressiva. Ela pode ser tranquila e serena. O xadrez não é um padrão que grita; ele é um padrão que conversa. E a mulher que o veste com naturalidade parece ter uma história para contar, uma bagagem cultural, uma segurança que não precisa de validação. Essa é a verdadeira elegância: a que nasce de dentro e se projeta para fora, com o xadrez como uma moldura perfeita.
Ao se olhar no espelho com uma peça xadrez, pergunte-se: "Eu me sinto forte? Eu me sinto autêntica?" Se a resposta for sim, o xadrez cumpriu seu papel. Ele não é uma fantasia, é uma aliada. E com ele, você pode ir a qualquer lugar, do escritório à festa, do campo à cidade, sempre com a mesma segurança e o mesmo estilo.
O xadrez como herança: passando a tradição adiante
O xadrez é um padrão que se presta à herança. Um cachecol de tartan que foi do avô, uma saia de tweed que era da mãe, um blazer de príncipe de Gales que o pai usava: são peças que carregam memórias e que, quando bem cuidadas, podem ser passadas de geração em geração. O xadrez não sai de moda, e sua qualidade atemporal o torna um patrimônio afetivo.
Se você tem peças de xadrez herdadas, trate-as com o respeito que elas merecem. Se está comprando novas, pense que um dia elas podem ser passadas adiante. O xadrez de qualidade, feito com bons tecidos e bom acabamento, dura décadas. Ele não é descartável, é durável. E essa durabilidade é uma das formas mais práticas de sustentabilidade.
Ao passar uma peça de xadrez para alguém mais jovem, você está passando também uma parte da sua história. A moda deixa de ser consumo e se torna afeto. E o xadrez, com sua carga de tradição e de significado, é o tecido perfeito para essa transmissão de memórias. Ele é um elo entre o passado e o futuro, entre as gerações, entre as mulheres que o usaram e as que ainda o usarão.
Dica de Ouro da Estilo Parisi
- • Para começar a usar xadrez, escolha um padrão discreto como o príncipe de Gales ou um gingham em tons neutros. Essas versões são mais fáceis de combinar e funcionam como um neutro texturizado no guarda-roupa.
- • Observe o alinhamento do xadrez nas costuras laterais, bolsos e lapelas antes de comprar. Um bom xadrez é aquele em que as linhas se encontram perfeitamente, sem desalinhamentos. Esse acabamento cuidadoso é sinal de qualidade.
- • Repita uma das cores do xadrez em outro ponto do look, como no sapato, no lenço ou no batom. Essa pequena ponte cromática amarra a produção e demonstra intenção de styling.
- • Use o xadrez como terceira peça para alongar a silhueta. Um casaco ou colete de xadrez usado aberto sobre um look monocromático cria uma linha vertical que estica a figura e adiciona um ponto focal elegante.
- • Garimpe xadrez em brechós. Peças vintage costumam ter tecidos de altíssima qualidade, como lãs encorpadas e algodões macios. Um blazer de tartan antigo pode ser modernizado com um leve ajuste de costureira.
- • Misture o xadrez com texturas opostas para fugir do óbvio. Uma saia de couro liso com um blazer xadrez, ou um suéter de tricô grosso com uma calça xadrez. O contraste entre o padrão e a textura cria um visual moderno e cheio de personalidade.
Perguntas frequentes
- O que é o padrão xadrez e quais os principais tipos?
- O xadrez é um padrão têxtil formado pelo cruzamento de faixas de diferentes cores e larguras. Os principais tipos são o tartan (escocês, com múltiplas cores e linhas), o príncipe de Gales (discreto, com pequenos quadrados formados por linhas finas), o vichy (duas cores, geralmente branco com outra cor), o gingham (delicado, com quadrados bem pequenos) e o madras (colorido e vibrante). Cada tipo tem uma personalidade e um uso específico no guarda-roupa.
- Como usar xadrez sem parecer antiquada?
- A chave está na modelagem e nas combinações. Prefira cortes atuais e modernos, como blazers desestruturados, calças de cintura alta e perna reta, saias midi. Combine a peça xadrez com itens contemporâneos e de outros universos, como um tênis de couro branco, uma blusa de seda lisa e minimalista, ou acessórios de design moderno. Evite o look total xadrez com peças muito tradicionais, como sapato oxford e camisa de botão abotoada até o pescoço.
- É possível misturar xadrez com outras estampas?
- Sim, e o resultado pode ser muito interessante. A mistura mais segura é o xadrez com estampas orgânicas, como florais, desde que compartilhem uma cor em comum. Xadrez com listras também funciona, especialmente se as escalas dos dois padrões forem diferentes. O segredo é manter a harmonia cromática e deixar que um padrão seja o protagonista, enquanto o outro atua como coadjuvante.
- Qual é o tipo de xadrez mais adequado para o ambiente de trabalho?
- O príncipe de Gales é o mais indicado para ambientes formais, por seu padrão discreto e cores sóbrias como cinza, preto e marinho. Ele funciona como um neutro e é perfeito para blazers, calças de alfaiataria e saias lápis. Um tartan de cores escuras e poucos contrastes também pode ser elegante. Evite xadrezes muito coloridos ou de escala grande em escritórios conservadores.
- O xadrez pode alongar a silhueta?
- Sim. Para alongar, prefira peças cortadas no viés, que transformam as linhas retas em diagonais alongadoras. Outra estratégia é usar o xadrez como uma terceira peça longa e aberta, como um casaco ou colete, sobre um look monocromático. As linhas verticais do padrão também ajudam a guiar o olhar de cima a baixo, criando uma sensação de altura.
- Como usar xadrez no verão?
- Basta adaptar o tecido e as cores. Prefira algodão, linho, viscose ou seda, que são frescos e respiráveis. Cores claras e alegres, como azul com branco, rosa com creme ou verde menta, são perfeitas para a estação. Um vestido de algodão vichy, uma camisa de linho xadrez ou uma saia de seda tartan são opções estilosas e confortáveis para os dias quentes.
- Como identificar um xadrez de boa qualidade?
- O principal indicador é o alinhamento do padrão nas costuras laterais, bolsos e lapelas. Um bom xadrez é cortado com precisão, e as linhas se encontram perfeitamente nesses pontos. Outro indicador é a qualidade do tecido: toque a peça e sinta se a fibra é macia e encorpada, ou frágil e áspera. A densidade da trama também conta: um xadrez bem tecido tem uma estrutura firme e uniforme.
- Como posso começar a usar xadrez se nunca usei antes?
- Comece com acessórios, como um lenço de seda, uma bolsa de lona ou um par de sapatos com detalhes em xadrez. Depois, invista em uma peça de roupa de padrão discreto, como uma camisa gingham em tons neutros. Use-a como se fosse uma peça lisa, combinando com o restante do look neutro. Aos poucos, você ganhará confiança para experimentar xadrezes maiores e mais coloridos.